domingo, 29 de dezembro de 2019

OS MENSAGEIROS



ANO  NOVO ! ! !











Beautiful piano music, (...)
by Peder B. Helland




A verdadeira vida é Vida,
             Ano Novo é Natal sempre ! ! !


WIKIPEDIA. Brooklyn Museum.
                                          O Bom Samaritano. James Tissot.                                          



NO  MILAGRE  DA  VIDA
Eros



Transposto o limite do tempo e vencida a dimensão da distância, mudam-se os conceitos sob a ação dinâmica da vontade.
Quem adquire o hábito de librar-se nas asas velozes do pensamento, alcança "os longes espaços"  e trá-los para perto das emoções.
Quando se logra a empresa de compreender, decorrência natural do exercício mental de crer, o futuro chega agora, delineado e pronto pelas ações realizadas.     
Não há, então, remotos lugares, não se medindo distâncias com os instrumentos habituais, mas com as vibrações do sentimento.
Não existem ontens nem amanhãs, mergulhando-se em uma realidade que começou hoje, um longo hoje de momentos que foram e ficaram, que virão e já se encontram.
Se são examinados os anseios projetados para longe, descobre-se que está perto o começo do fim, da mesma forma que o esperado já chegou, desde o momento em que se pensou na sua realidade.

Do mesmo modo, o que aconteceu prossegue sucedendo, enquanto é trazido à atualidade de imaginação.
O que se pretende, já se possui.
O que se desconhece, passa a saber-se, a partir do instante em que a ignorância se apresenta e começa a desaparecer.
Quanto se dá, pertence ao doador, e tudo que se recebe deixa de ser posse, para converter-se em dívida.
No longe-perto do amanhã-hoje, o pensamento cósmico do amor vê a eterna presença da vida, que se organiza em forma e se dilui em energia, sempre indestrutível e real.
Nenhum lugar está longe nem perto e coisa alguma se encontra distante ou próxima, no tempo, se o homem deseja e busca.
Longe-perto quando se sabe e próximo-remoto quando o ser se aturde e se debate na ignorância.
Agora e aqui, tudo que se deve e se pode realizar no milagre da Vida.
Vive, portanto!






Do livro "No Longe do Jardim", ditado pelo Espírito Eros. Psicografado por Divaldo Pereira Franco.












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A Busca por Nós e pelo Outro,
Vida Eterna
Heliana  Staut



O tempo foi vencido pelo andar do próprio tempo, e assim a dimensão da distância assume nova dinâmica e sentido, permitindo ao Homem ver de forma diferente tanto o tempo quanto a distância, interpretando-os de forma diferente do que antes interpretava em tempos remotos.
A velocidade do pensamento permite o desenvolvimento de um equilíbrio, possibilitando alcançar os rincões da vida que se encontram em lugar bem distante sem fazer confusão, e assim vivemos as sensações espirituais em nossa alma. Equilíbrio entre o ontem e o hoje, ao mesmo tempo o equilíbrio das sensações espirituais. Experiência que nos traz relativa clareza sobre a própria realidade vivida.
Desenvolvemos a nossa capacidade de crer conforme a maneira como compreendemos a realidade que vivemos, e partindo dessa situação é que construímos o nosso futuro, que se concretiza ainda por conjunto de ações materializadas pelo nosso compreender e crer.
Sendo assim as realidades distantes da nossa passam a estar próximas, realidades essas que absorvemos por meio da informação, compreensão, e crença resultando em ações. As vibrações do sentimento, como diz Eros, são os instrumentos de mensuração da distância entre uma realidade e outra.
No mundo espiritual e etérico não exitem os tempos passado, presente e futuro, e sim o hoje, construímos nossa realidade no presente, um presente duradouro, que não é determinado por contagem nenhuma de tempo, por relógio nenhum, e assim vivências do passado, presente e futuro que se inter relacionam numa mesma história se encontram no hoje vivenciado por nós. Mas essa visão da realidade, de uma realidade eterna que nunca acaba, só é possível ser descoberta e vivida em plenitude quando o homem se encontra fora da roupagem física, vivendo o mundo etérico, pois é importante perceber ainda que a contagem temporal só existe na dimensão física, e remete apenas à realidade terrestre, não sendo portanto parte da Eternidade cósmica, cujo relógio corre na extensão de sua dimensão gigantesca, um relógio que sempre funciona no presente. Cabe lembrar que as almas que partem para o plano espiritual perturbadas por uma vida menos nobre moralmente não encontram essa oportunidade de visão multifacetada da vida, pois as perturbações são tapões visuais que estão entupindo e impedindo a visão espiritual, assim como o cego, tendo os olhos obliterados por algum tipo de problema congênito, ou adquirida por acidente ou doença, encontra-se com os olhos tapados por um desses problemas, impedindo assim que os olhos enxerguem a realidade material.
Como pode ser possível então que o ser humano que vive na realidade material densa, ou seja, na realidade dimensional da matéria tangível pode conseguir conquistar dentro de si essa forma de visão a respeito da realidade?! Somente quanto o ser humano que vive na dimensionalidade tangível da realidade integral conseguir alcançar a percepção dessas dimensões e a detecção de uma presença superior que a tudo rege no Universo, encontrando como parte dessa regência a Terra. Existem pessoas que já alcançaram essa percepção da realidade?! Sim, com certeza, tanto pessoas anônimas que se localizam em diversas partes do mundo, quanto pessoas de certo reconhecimento público, são poucas na Terra, e podem descrever com detalhes e repassar o conhecimento adquirido com essa experiência do conhecimento dimensional.
Um dia a Humanidade herdeira da futura Terra será aquela que terá essa percepção da realidade total de uma forma moralmente superior, pois que além de serem pessoas que já alcançaram uma evolução moral esperada pelo Cristo Jesus, são também as que conquistaram o acesso a essa Verdade Eterna por decorrência dessa evolução. Enquanto isso no plano etérico nossos irmãos na Luz que nos aguardam de lá de cima já se beneficiam por viver essa realidade.
Esses anseios projetados para longe são os anseios de um futuro melhor, de um mundo mais evoluído moralmente, onde reina mais o bem, o amor, a compaixão, e a verdadeira justiça do que o mal, o desamor, a impiedade, e a injustiça em todos os níveis e setores da sociedade. E assim o começo do fim de uma Era de injustiça se aproxima, quando ao se evidenciar uma intensidade e generalização maior do Mal o Bem tenta a todo custo se manter de pé onde ele existe, e timidamente tenta se estender onde ele não se faz presente. Mas como não existe passado, presente e futuro, e sim o presente no longo tempo do relógio cósmico considera-se que o Bem já bate as portas da Humanidade, aguardando o momento derradeiro de finalmente se tornar predominante e com muita força, cumprindo a finalidade de responder as ansiedades daqueles sentem sufocar o Bem que trazem em si e que sabem que pode vir se tornar realidade dentro dessa realidade maior. Anseio esse que estava materializado no pensamento daqueles que aspiram pelo Bem sempre, esperando o momento de ser concretizado na materialidade tangível da vida.
O que aconteceu no passado da vida individual e coletiva é sempre trazida à tona, sendo revivida sempre, pois a mente humana traz sempre o passado ao viver o presente, provando que o presente é consequência do passado. Assim também o ser humano revive o passado repetindo os mesmos erros sempre em nova modalidade, reinventando sempre a sua solução, pois os que vieram ontem já resgataram as faltas decorrentes de tais erros, mas os que estão vindo sempre todos os dias após estes outros repete as mesmas falhas, e assim repete também o resgate das mesmas faltas em novas versões sempre mais modernas e com outros nomes. É trazido pela atualidade, e  pela imaginação, porque os que cometem os erros as idealizam no campo da mente com o intuito de as tornarem realidade, trata-se de um projeto intencional de realizações que as pessoas no coletivo (instituições e governos) e no individual (projetos diários na vida individual, e em seus pequenos grupos as quais faz parte) fazem de tudo para viabilizá-las e concretizá-las, sem se preocuparem se é certo ou errado, se é justo ou injusto, se está prejudicando a si mesmo e também aos agrupamentos humanos. O uso da imaginação é portanto neste caso um projeto que se realiza no campo abstrato para depois ser colocada em prática intencionalmente sem se preocupar com as consequências e bem estar alheios.
"O que se pretende, já se possui." Eros
Sendo assim, o que se pretende no campo da mente, onde se idealizou a imaginação do que se pretende, já está concretizado, faltando apenas o momento oportuno para ser materializado na vida material tangível. Seja um projeto benévolo, voltado pela ação da aspiração pelo Bem tão esperado, como sinônimo de Fé, seja um projeto que se localize em algum grau como malévolo, cuja aspiração sendo do Mal esperado, não deixa de ser também sinônimo de uma fé. Mas há uma terceira situação da consciência humana em relação aos projetos no campo mental para depois se tornarem realidade, refere-se ao grupo da Humanidade que aspira por um projeto benévolo ou malévolo sem se dar conta desta ou daquela qualidade moral, vindo a se conscientizar somente quando os projetos se materializam na vida tangível, vindo seus mentalizadores a se arrependerem amargamente por não terem avaliado antes a moralidade de tais projetos, ou a felicitarem-se por perceber que não esperavam que viria a surtir efeitos tão mais benéficos para si e para as coletividades que foram alcançadas por seus projetos mentais, como se esperava.
Este, sendo o igual caminho tanto para o Bem quanto para o Mal, passa a ser identificado como experiências de cientificação do desconhecido, passado o desconhecido a ser conhecido por aqueles que criaram as experiências individuais e coletivas, e por aqueles que involuntariamente acabaram por vivenciar esses projetos. Essas realizações diárias trazem às pessoas então o que se chama de "sabedoria", que vai se concretizando não somente no campo do visível e tangível, mas também das lições morais destas experiências advindas. Assim vai desaparecendo a ignorância, dando espaço para o conhecimento.
O doador é aquele que idealiza no campo mental, na qualidade de imaginação, este doador doa de si o quanto é possível fracionalmente, daquilo que idealizou, seja o Bem ou o Mal. E se tudo o que se recebe não é na verdade uma posse daquele que recebe, mas sim dívida, então se for o Bem que se recebe precisará o recebedor devolver multiplicando o bem recebido tanto a quem doou, ou somente aos que ainda não receberam. Mas se o que se recebe for o Mal o recebedor não tem a dívida, pois foi prejudicado, e sim a dívida é própria de quem doou o mal, vindo a receber de volta pelo recebedor, ou por outras pessoas, de forma que o mal também foi multiplicado de alguma forma, tanto para o doador, como por aqueles que receberam o mal, pois aqueles que receberam mal constituem-se em número de vezes em que o mal foi reproduzido atingindo os seus próximos de todos os agrupamentos humanos de que faz parte. Sendo assim se o que se recebe não se torna posse, mas sim uma reflexão do Bem ou do Mal daquele que doou compete que se consiga por meios vários devolver sempre o Bem por causa do Bem, e o Bem para o Mal para assim desintegrar o Mal.
O longe é perto e o amanhã é o hoje, pois o hoje é o preparo para o amanhã que logo chega, ou seja, que não está longe, e sim perto, só esperando a oportunidade para se concretizar na vida material. Desse modo, assim como no cosmos não há contagem de tempo também na vida material tangível o pensamento é cósmico, obedecendo as Leis do Universo, porque para a propagação do pensamento não há barreiras de lugar, e nem de tempo. Assim é preferível elaborar e enviar como có colaborador divino os pensamentos amorosos em qualquer intensidade, pensamentos esses acompanhados de sentimentos que no conjunto duo em que se caracterizam, colaboram para a Vida e a vida, e assim se concretizam como "forma", ou seja, adquirem forma na vida material tangível para depois serem re transformados novamente em "energia", que é "indestrutível e real", ou seja, sendo real porque é Eterno, sendo este, o Bem, o que realmente permanece, é o real. O real é o Bem, e não o Mal, o Bem é indestrutível, eterno, enquanto que o Mal é destrutível e temporal, pois pertence as imperfeições do ser humano ainda na senda evolutiva, experimentando suas próprias experiências negativas, envolvendo outros seres humanos e também os seres dos reinos inferiores da vida material que em algum momento do hoje/ontem e do hoje/ontem se desintegrará com o retorno de tudo o que doou de si para si mesmo, caminhando vindouramente para o Bem por meio do sofrimento.
A distância, como o tempo, inexistem como barreiras para o ser humano, quando se trata de doar de si mesmo o Bem ou o Mal, porque os projetos humanos que se localizam inicialmente na mente já propiciaram todas as condições para suas realizações. Portanto não há limites, apenas a concretização de todos os ingredientes para que tais coisas aconteçam.
O ser humano se "aturde" quando percebe seus projetos imperfeitos para a vida material tangível, pois consegue precisar com perfeição essa distância, observando-a ao mesmo tempo longe e perto de si e dos que sofrem as consequências de seu projeto, sofrendo com sua própria ignorância, cujo proveito para aquisição da sabedoria vem aos poucos ao longo do seu tempo de compreensão e aprendizado. Talvez esse ser humano não consiga aproveitar as lições de seus maus projetos na vida presente, vindo a demorar-se ainda mais no processo reencarnatório, vindo a nascer de novo numa nova realidade material para enfim receber de volta o que um dia havia doado de si mesmo inconsequentemente.
Resta ao homem no hoje, de fato, o aqui e o agora, debatendo-se ou não diante dessa realidade construída, e ao mesmo tempo imerso em viver as consequências boas ou más de seus projetos existenciais. Eis o caminho para o milagre da vida, o milagre de sua evolução moral e consciencial, sinônimo de conhecimento, de sabedoria, do saber imutável, grande riqueza e preciosidade que o Homem jamais perderá em sua jornada infinita de evolução nas casas do Pai.
"Vive, portanto!" Eros
Façamos deste ano que se inicia, ou já em pleno curso, uma série de projetos do Bem, renovando assim a atmosfera de nossa vida e do planeta. "Viveremos" assim o projeto do Cristo Jesus de viver não somente por nós, mas também por todos os que fazem parte da realidade tangível do nosso microcosmos vivencial, e do macrocosmos que é a Terra. 
A partir deste ano, a partir do hoje/agora, não mais nos atrasemos nos projetos do Bem, que são os projetos de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Bem sem limites.
O outro somos nós mesmos, nós mesmos somos o outro.

"Vive, portanto!" Eros



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Em poucas palavras:


Ideal é realizamos projetos benévolos de vida, analisando antes de pô-los em prática, a fim de que o projeto sofra por nossa ação as necessárias arrumações, corrigendas, aprimorando o melhor possível para que atinga o objetivo do Bem, e então, possamos firmá-lo em nossa mente, e pô-lo em prática, não esquecendo de sempre rever esse projeto em sua plena execução para ver onde precisa ser reformulado e por em prática essa reformulação. Esse Bem assim praticado não pede orgulho, nem vaidade, nem suposta potência ou poder, pede apenas a franqueza diante da própria consciência e diante de Deus Pai, a franqueza diante da Eternidade que a tudo assiste, já que a Eternidade também recebe a execução dos projetos que propomos em nossa mente. A proposta é e sempre foi conforme Jesus Cristo veio nos ensinar, é a proposta do Bem sem limites, sendo que o "quanto" de nós precisa urgentemente ser o máximo, ou seja, precisa ser com o máximo de desprendimento dos caprichos pessoais.

O outro somos nós mesmos, nós mesmos somos o outro.



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