domingo, 4 de março de 2018

"MEDIUNIDADE SUFICIENTE"







Médiuns  de  Toda  Parte

Emmanuel

                              WIKIPEDIA. Brooklyn Museum. Jesus os enviou dois a dois. JamesTissot.                              









Médiuns de Toda Parte
Emmanuel


“Assim como tu me enviaste ao mando, também eu os enviei ao mundo. JESUS (JOÃO, 17:18.)
“A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem,
mas que em realidade, nada de bom produzem...” EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITSMO (Cap. XIX,9.)




“Os médiuns são intérpretes dos espíritos. Representam para eles os órgãos materiais que lhes transmitem as instruções.

Daí serem dotados de faculdades para esse efeito.

Nos tempos modernos de renovação social, cabe-lhes missão especialíssima: são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos.

Multiplicam-se em número para que haja alimento farto.

Existem, por toda parte, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que, em nenhum ponto faltem, para que todos os homens se reconheçam chamados à verdade.

Se, porém, desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida; se a empregam em cousas fúteis ou prejudiciais; se a colocam em serviço dos interesses mundanos; se, ao invés de frutos sazonados dão maus frutos; se, se recusam a utilizá-la em, benefício dos outros; ou se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.

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Estas considerações tão ricas de oportunidade, à frente da extensão constante das tarefas espíritas na atualidade, não são nossas. São conceitos textuais de Allan Kardec, no item 10, do capítulo 19 de “0 Evangelho, Segundo o Espiritismo”, escritos há quase um século.

Os médiuns são legiões.

Funcionam aos milhares, em todos os pontos do globo terrestre. Seja na administração ou na colaboração, na beneficência ou no estudo, na tribuna ou na pena, no consolo ou na cura, no trabalho informativo ou na operação de fenômenos, todos são convocados a servir com sinceridade e desinteresse, na construção do bem, com base no burilamento de si próprios.

Acima de todos, representando a escola sábia e imaculada, que não pode responsabilizar-se pelos erros ou defecções dos alunos, brilha a Doutrina Espírita, na condição de Evangelho Redivivo, traçando orientação clara e segura. Fácil concluir, desse modo, que situar a mediunidade na formação do bem de todos ou gastar-lhe os talentos em movimentações infelizes é escolha de cada um.





Do livro "Livro da Esperança", ditado por Emmanuel. Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.















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Médiuns  de  Todo  Lugar
Heliana Staut






"... Os médiuns são intérpretes dos espíritos. Representam para eles os órgãos materiais que lhes transmitem as instruções.
Daí serem dotados de faculdades para esse efeito.".
Diz-se que os médiuns são intérpretes dos Espíritos, porque a maioria dos médiuns é possuidora de uma mediunidade consciente ou semi-consciente, menor quantidade de médiuns é possuidora de uma mediunidade inconsciente, e conforme essa determinada consciência é que o médium repassará as informações transmitidas pelo Espírito, isto significa que quanto mais consciente o médium durante uma manifestação mediúnica maior é também a sua responsabilidade de influenciação consciente sobre a mensagem transmitida, podendo portanto influenciar ou em nada influenciar no momento da comunicação (a influenciação vai desde sua vontade própria de não transmitir certas informações e também certas palavras que estão sendo ditas pelo Espírito a até mesmo alterar intencionalmente ou por ignorância as informações que estão sendo transmitidas, são duas situações que significam a adulteração das informações originais dadas pelo Espírito comunicante). Seja como for a maneira como a mediunidade se manifeste os órgãos materiais do médium são emprestados ao Espírito comunicante no momento da manifestação mediúnica para que o Espírito se comunique, e com o impulso da vontade movimenta de modo mais ou menos mecânico os órgãos físicos do médium que serão envolvidos na comunicação. Para que essa comunicação seja possível o médium deverá ser possuidor da mediunidade ostensiva. As faculdades mediúnicas de audiência ou clariaudiência, o sentido espiritual de ouvir; vidência ou clarividência o sentido espiritual da visão mental, é ver (como se estivesse vendo com os olhos); a psicografia que é a escrita mediúnica; a psicofonia que é a fala mediúnica, tratam-se estas as faculdades mediúnicas mais comuns dentre todas, e por meio destas faculdades mediúnicas o médium se faz, portanto, intérprete mais ou menos ou totalmente fiel para com as informações transmitidas pelo Espírito de qualquer escala moral da evolução espiritual humana. Médiuns que somos, vigiemos-nos.

"Nos tempos modernos de renovação social, cabe-lhes missão especialíssima: são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos.".
Os tempos modernos são os tempos de hoje, apontados por Nosso Mestre Jesus. Esses tempos de hoje são os tempos chegados, os quais foram pré ditos por Jesus quando se referiu a multiplicação de pouco em pouco e cada vez mais da mediunidade no planeta, e nos prometeu o advento do Consolador Prometido, que é a Doutrina Espírita. A renovação social depende da renovação da consciência humana a partir da base moral associada ao conhecimento, pois que, por menos conhecimento que hoje em dia contingentes populacionais comunguem em massa já não se tem mais a consciência precária que se tinha há séculos atrás, embora hoje em dia muitas ignorâncias coletivas são ainda praticadas no imo das populações fechadas, enclausuradas, em suas culturas arcaicas de tempos antigos em que tais ignorâncias já eram largamente vividas e aceitas por meio da subjugação coletiva, ainda que vivam em um meio social modernizado materialmente pela tecnologia industrial e científica. Diante do quadro mundial dos avanços e retrocessos intelectuais e morais das populações do planeta nos dias de hoje médiuns são ainda hoje, também, uma realidade em toda a parte já anunciado por Ele, Jesus Cristo, mas é necessário que os médiuns de hoje, que são as árvores do que deve ser o "alimento espiritual", de fato cumpram de modo integral e íntegro a missão da mediunidade cristã, da mediunidade evangelizada, para que então os médiuns tornem um fato concreto a "alimentação espiritual" mencionada por Emmanuel, pois caso contrário não será um "alimento espiritual", e sim um "prejuízo espiritual", pois ao invés de estarem acrescentando algo de bom estarão acrescentando o que for ruim! Que o médium seja uma árvore boa que dê bons frutos, e não uma árvore ruim que dá frutos ruins.

"Multiplicam-se em número para que haja alimento farto.
Existem, por toda parte, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que, em nenhum ponto faltem, para que todos os homens se reconheçam chamados à verdade.".
Nos tempos de hoje a evolução social é acompanhada também da evolução quantitativa da presença da mediunidade entre os homens, isso significa que hoje em dia é bem maior a quantidade de pessoas com faculdades mediúnicas mais ou menos ostensivas do que nos tempos passados, pois a população mundial vem
 crescendo desde a época de Jesus Nosso Mestre, apesar das guerras e catástrofes naturais de que a Terra se viu testemunha em todos os tempos. Neste momento decisivo da Humanidade, assim como em todos os tempos já passados, a mediunidade é missão especialíssima, porque em cada canto habitado do planeta precisa existir pessoas com mediunidade para ser possível às populações serem beneficiadas da comunicação do Céu com a Terra, diminuindo assim as dores morais e físicas daqueles que se encontram na roupagem física, e daqueles que já partiram para o mundo espiritual. Jesus assim prometeu, e o cumprimento está se fazendo há séculos para que haja o alimento farto do pão celeste a todas as pessoas. Então este é o objetivo primordial da mediunidade, infelizmente grande é a quantidade de médiuns que não têm essa consciência, mas também é bem grande a quantidade de médiuns que têm essa consciência, e em virtude disso estes últimos sacrificam suas limitações físicas e materiais (as horas do dia, locomoção, as limitações da idade avançada, situações climáticas como chuva ..., complicações várias em família, ...), chegam ao próprio sacrifício enfim, para servir ao próximo com os dons mediúnicos que Deus lhes deu! Hoje em dia, como sempre foi, há a presença da mediunidade em todas as classes sociais, entre abastados e pobres, mas a consciência de cada um destes médiuns é que os move a fazer isso ou aquilo, e a se sacrificarem mais, ou menos. O alimento espiritual deixa de ser farto para ser escasso quando os milhares de trabalhadores médiuns espalhados pelo mundo trabalham somente para si, e/ou para prejudicar os outros, e as formas de prejuízo são muitas, não somente o literalmente "fazer o mal" com suas faculdades mediúnicas.

"Se, porém, desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida; se a empregam em cousas fúteis ou prejudiciais; se a colocam em serviço dos interesses mundanos; se, ao invés de frutos sazonados dão maus frutos; se, se recusam a utilizá-la em, benefício dos outros; ou se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.".
Se entretanto pessoas que possuem a mediunidade a desviam por motivos nada apontados pelo Evangelho de Jesus Cristo, a empregam para atender a assuntos pessoais e para prejudicar outras pessoas, não estão trabalhando pelo próximo, estão trabalhando somente para si mesmas com o objetivo de atender aos interesses e necessidades próprias da vida material ilusória e temporal, pois que com a morte física tudo acaba para dar início ao confronto com a própria realidade moral, antes desprezada, agora na Eternidade onde então se verão, e chorarão, rangerão os dentes, ou continuarão a cometer os erros, agora como Espíritos desprendidos do corpo, a praticarem o embuste aos médiuns ainda encarnados praticantes dos mesmos erros que antes eles praticavam. Tudo isso resulta, claro, em maus frutos no presente e no futuro destes médiuns, portanto, pois não querendo enxergar o grande contingente de pessoas para as quais a mediunidade foi legada como parte do Consolador Prometido, vivem o próprio egoísmo, uma verdadeira cegueira. Os maus frutos são tanto as tão diversas más ações, quanto as consequências destas resultantes, como também o simples não exercício do bem, ou seja, viver um dia após o outro sem se incomodar em fazer um mínimo bem que seja, preocupados que estão em viver tão somente suas vidas como seres privilegiados pela própria vida mundana, como também aqueles outros que não querem exercer a própria mediunidade por medo, ou por não quererem assumir essa responsabilidade. Enfim são tantas as situações exemplificáveis dentro deste quadro negativo apontado por Emmanuel, que notórias são por aqueles que não seguem por este caminho e se esforçam para conseguir trabalhar em nome do Evangelho de Jesus.

"Estas considerações tão ricas de oportunidade, à frente da extensão constante das tarefas espíritas na atualidade, não são nossas. São conceitos textuais de Allan Kardec, no item 10, do capítulo 19 de “0 Evangelho, Segundo o Espiritismo”, escritos há quase um século.".
As considerações feitas por Emmanuel sobre a importância de se exercer a mediunidade conforme o observado vão além do simples olhar costumeiro sobre as tarefas existentes na casa espírita, ou seja, sobre a costumeira tarefa do exercício mediúnico numa reunião mediúnica como se tem em cada lugar habitualmente realizado com a consciência de todos os dias sempre. Se a tarefa espírita estando já sendo realizada, e acreditando-se que se está realizando satisfatoriamente Emmanuel nos chama para a saída do comodismo deste modo de assim viver e ver, para começarmos a questionar nossa própria consciência e prática espírita. Emmanuel nos chama a rever determinada passagem do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" como forma de iniciarmos o colóquio silencioso e consciencial conosco a fim de fazermos necessárias identificações em nossas práticas mediúnicas, e em outras práticas que estejamos realizando na casa espírita, ou em nome da casa espírita, bom também é para aqueles que tendo à frente a responsabilidade com um conjunto de trabalhadores da casa espírita também medite sobre essas palavras de Emmanuel e também inicie a auto análise, e possíveis modificações no trabalho da equipe de colaboradores.



CAPÍTULO XIX - A fé que transporta montanhas

PARÁBOLA DA FIGUEIRA QUE SECOU



10. Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. Nos tempos atuais, de renovação social, cabe-lhes uma missão especialíssima; são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos; multiplicam-se em número, para que abunde o alimento; há-os por toda a parte, em todos os países, em todas as classes da sociedade, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que em nenhum ponto faltem e a fim de ficar demonstrado aos homens que todos são chamados. Se, porém, eles desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida, se a empregam em coisas fúteis ou prejudiciais, se a põem a serviço dos interesses mundanos, se em vez de frutos sazonados dão maus frutos, se se recusam a utilizá-la em benefício dos outros, se nenhum proveito tiram dela para si mesmos, melhorando-se, são quais a figueira estéril. Deus lhes retirará um dom que se tornou inútil neles: a semente que não sabem fazer que frutifique, e consentirá que se tornem presas dos Espíritos maus.


"Os médiuns são legiões.
Funcionam aos milhares, em todos os pontos do globo terrestre. Seja na administração ou na colaboração, na beneficência ou no estudo, na tribuna ou na pena, no consolo ou na cura, no trabalho informativo ou na operação de fenômenos, todos são convocados a servir com sinceridade e desinteresse, na construção do bem, com base no burilamento de si próprios.".
Qualquer tarefa que realizemos dentro da casa espírita, ou ou fora da casa espírita 
em qualquer outro lugar, direcionados pela Doutrina Espírita, se está realizando a mediunidade, pois a mediunidade é mediar em benefício do próximo, a mediunidade portanto não é somente aquela ostensiva, ou seja, aquela que torna possível a manifestação fenomênica provocada por um Espírito, a mediunidade é também auto doação. Portanto, seja qual forem as atividades espíritas com as quais estejamos compromissados vejamos nossa própria participação como um exercício mediúnico, e vejamos essas nossas práticas espíritas com o desinteresse total para conosco mesmos, interessando-nos apenas, apenas e apenas, em dar de nós o melhor possível, apenas isso.

"Acima de todos, representando a escola sábia e imaculada, que não pode responsabilizar-se pelos erros ou defecções dos alunos, brilha a Doutrina Espírita, na condição de Evangelho Redivivo, traçando orientação clara e segura. Fácil concluir, desse modo, que situar a mediunidade na formação do bem de todos ou gastar-lhe os talentos em movimentações infelizes é escolha de cada um.".
A Doutrina Espírita representa a Escola Celeste, por meio da qual os corretos ensinamentos sobre a mediunidade e o mediunato são repassados a todos aqueles que conseguem chegar até seus ensinamentos logicamente por meio de amigos e conhecidos espíritas, e das casas espíritas. Assim, as pessoas que conseguem ter acesso ao ensinamento espírita sobre a mediunidade, mas faz prevalecer sua personalidade (pré-opiniões, gostos, exclusivismo consciente ou inconsciente, pretensos direitos, pretensos merecimentos, antipatias, ...) não está caminhando com sua mediunidade conforme ensina a Doutrina Espírita, faltando-lhes, pois, o Evangelho em seu mediunato, já que mediunidade não é só favorecer o acontecimento dos fenômenos físicos em torno de uma mesa ou roda mediúnica. O personalismo não é ensinado pela Doutrina Espírita, são os homens que adequam a Doutrina Espírita a própria personalidade, personalismo é egoísmo. O personalismo promove as "movimentações espíritas de fato infelizes", todas elas, mesmo que tragam a aparência de resultados esperados trazem na verdade um trabalho mal feito, pois feito pela metade muito bem deixa de ser feito ainda que as pessoas não notem, enquanto que a "formação do bem" é a verdadeira movimentação espírita feliz, entretanto, como o personalismo é o que realmente reina imperceptível aos convivas de um recinto mediúnico, e mesmo dentro da casa espírita como um todo, difícil é perceber que isto está acontecendo, são pouquíssimas as pessoas do meio espírita que têm a visão esperada do que se está fazendo a cada dia em nome da Doutrina Espírita dentro e fora da casa espírita que frequenta, entretanto como essas pessoas não podem mudar a realidade do conjunto, porque essas pessoas geralmente não são líderes na casa espírita, só resta-lhes pelo menos contribuir com suas próprias exemplificações despretensiosas por meio das ações silenciosas, e sábias e reservadas palavras nos raros momentos oportunos, sem apontar à ninguém e à este e aquele trabalho, pois o trabalhador de moral nobre usará da sabedoria/caridade para despertar naqueloutros a percepção até então inexistente, então o sábio trabalhador estará mediando entre a realidade não enxergada e os trabalhadores cegos. Seja você os olhos daqueles que não vêem, com caridade.





Heliana  Staut


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